A importância do manejo de gado para aumentar a produtividade na pecuária brasileira

O manejo de gado é um dos pilares da pecuária de corte no Brasil. Ele envolve um conjunto de práticas que garantem que o rebanho seja bem alimentado, saudável, produtivo e criado de forma sustentável. Segundo dados do IBGE, o país possui mais de 234 milhões de cabeças de gado, o que reforça a necessidade de técnicas eficientes para manter a competitividade e a qualidade da produção.

O manejo começa com o cuidado básico: alimentar, proteger e acompanhar o desenvolvimento dos animais desde o nascimento até a fase adulta. Isso inclui nutrição adequada, controle sanitário, manejo reprodutivo, bem-estar animal e gestão das pastagens. Cada uma dessas áreas influencia diretamente o desempenho do rebanho e o resultado econômico da fazenda.

O manejo alimentar é um dos pontos mais importantes. Ele garante que o gado receba uma dieta equilibrada, composta por pastagens de qualidade, silagem, ração e suplementos quando necessário. Uma nutrição bem planejada melhora o ganho de peso, reduz o tempo de abate e diminui custos operacionais. Além disso, o manejo de pastagens evita a degradação do solo e mantém a oferta de alimento durante todo o ano, o que é essencial para regiões com períodos de seca mais intensos.

Outro ponto fundamental é o manejo sanitário. Ele envolve vacinação, vermifugação, controle de parasitas e prevenção de doenças. A detecção precoce de problemas de saúde reduz perdas e melhora o bem-estar dos animais. A pecuária moderna também tem adotado tecnologias de monitoramento em tempo real, que permitem identificar alterações de comportamento e sinais de estresse antes que se tornem problemas graves. Esse tipo de monitoramento aumenta a eficiência e reduz custos, além de melhorar a qualidade final da carne produzida.

O manejo reprodutivo também tem papel estratégico. Ele inclui seleção de matrizes e reprodutores, inseminação artificial e controle de índices como taxa de prenhez e intervalo entre partos. Um bom manejo reprodutivo acelera o melhoramento genético do rebanho e aumenta a produtividade por hectare.

Além disso, o manejo zootécnico — que envolve registros, identificação dos animais, controle de peso e idade — é essencial para a tomada de decisões. Sem dados confiáveis, o produtor não consegue avaliar o desempenho do rebanho nem identificar pontos de melhoria. A organização dessas informações permite planejar melhor a venda, o abate e a reposição de animais, aumentando a eficiência da fazenda.

Por fim, o manejo ambiental tem ganhado destaque. Ele busca reduzir impactos como erosão, contaminação da água e emissão de gases. Práticas sustentáveis, como rotação de pastagens e recuperação de áreas degradadas, ajudam a manter a produtividade a longo prazo e atendem às exigências do mercado internacional.

Em resumo, o manejo de gado é um conjunto de práticas que, quando bem aplicadas, aumentam a produtividade, reduzem custos e melhoram a qualidade da carne. Ele é indispensável para quem quer se manter competitivo na pecuária brasileira, que já é uma das mais fortes do mundo.

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